Visita do SMZC ao Hospital de Cantanhede

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2017.12.12

Cuidados Paliativos a doentes oncológicos em risco!

O SMZC visitou o Hospital de Cantanhede e constatou uma falta de recursos humanos médicos grave, com risco de falência eminente no Internamento de Cuidados Paliativos. Tal é dramático pois a oferta destes Cuidados de Saúde, de importância vital, que abrange todos os doentes oncológicos terminais, com situações agudas complexas provenientes dos CHUC, Hospital de Figueira da Foz e Hospital de Leiria, é único.

O Hospital tem 18 camas de internamento de Cuidados Paliativos e 30 camas de Cuidados Continuados e existem apenas 2 médicas de Medicina Interna do quadro hospitalar, a dar assistência médica a estas 2 Unidades. Estas profissionais estão com grande sobrecarga, não apenas de trabalho mas também emocional, com sinais de exaustão evidentes. Esta situação já se perpetua há cerca de dois anos sem solução à vista.

Desde Abril 2017, altura em que os Cuidados Paliativos se separaram da rede de Cuidados Continuados, que a norma para um Internamento de Cuidados Paliativos com 18 camas é estarem 3 médicos dedicados 40 horas por semana ao mesmo. Existe pois um deficit grave nos recursos humanos médicos actuais, reconhecido pela administração, que já efetuou pedido de contratação de médicos de forma excepcional à tutela, em 22 de Setembro de 2016, sem resposta até ao momento.

É extremamente preocupante que a Unidade de Cuidados Paliativos do Hospital de Cantanhede, pioneira na região Centro e com experiência desde 2007, com excelentes profissionais com competência na área, esteja em risco por total ausência de atenção ao problema por parte da ARS Centro, ACSS e em última análise do Ministério da Saúde.

Os doentes oncológicos dos CHUC, Figueira da Foz e Leiria merecem mais e melhor atenção por parte do Ministro da Saúde! Pôr em risco o alívio do sofrimento de doentes terminais com situações agudas complexas é imoral e inaceitável!

A Direcção do SMZC

Coimbra, 12 de Dezembro de 2017